sábado, 15 de fevereiro de 2014

Linda palestra sobre a vida do Rei Davi e seu estreito relacionamento com a música.

O Rei Davi e a música

SE HÁ um nome que nos faz pensar na música dos tempos bíblicos, esse nome é Davi, um homem notável que viveu há cerca de três mil anos. De fato, muito do que sabemos sobre a música daquela época se deve aos relatos


bíblicos sobre as atividades de Davi — desde o tempo em que ele era um jovem pastor até quando se tornou rei e hábil organizador.
Podemos aprender muito sobre a música dos tempos bíblicos por meio de Davi. Por exemplo, que instrumentos eram tocados e que tipo de música era cantada? Que papel a música tinha na vida de Davi e, numa escala maior, na nação de Israel?

O papel da música no Israel antigo

Quando repetimos a letra de uma música é comum nos lembrarmos da melodia que a acompanha. A Bíblia contém a letra de muitas músicas. Infelizmente, até hoje não sabemos a melodia delas, mas deviam ser belas, até mesmo sublimes. A grandeza poética do livro dos Salmos sugere que a música que os acompanhava tinha a mesma beleza.
Sobre os instrumentos, a Bíblia nos dá apenas breves descrições. (Veja o quadro “Instrumentos nos tempos bíblicos”.) Não temos certeza nem mesmo do tipo de harpa que Davi usava. No entanto, é digno de nota que os israelitas inventaram vários instrumentos, tais como raras e preciosas harpas de madeira. — 2 Crônicas 9:11; Amós 6:5.
Mas uma coisa é certa. A música tinha um papel importante na vida dos hebreus, especialmente na sua adoração a Deus. Era tocada em coroações, cerimônias religiosas e tinha seu lugar nas guerras. Também animava a corte real, dava vida a casamentos e reuniões familiares, e criava um ambiente alegre durante as festividades da colheita das uvas e dos cereais. Infelizmente, a música também estava associada a lugares de má reputação. E, quando morria alguém, ela era usada para aliviar a dor dos enlutados.
Em Israel, a música tinha ainda outras funções. Era conhecida por ajudar as pessoas a meditar em coisas importantes e por fazer com que os profetas ficassem espiritualmente receptivos. Foi ao som de um instrumento de cordas que Eliseu encontrou inspiração divina. (2 Reis 3:15) A música também era usada para comunicar eventos anuais. As luas novas e as festividades eram anunciadas pelo som de duas trombetas de prata. No dia do Jubileu, o som de buzina proclamava liberdade aos escravos e a devolução de terras e casas aos seus donos. Com certeza, as pessoas pobres se sentiam muito alegres ao ouvir a música anunciar que estavam livres ou que teriam suas propriedades de volta! — Levítico 25:9; Números 10:10.
Alguns israelitas deviam ser músicos ou cantores extraordinários. De fato, de acordo com um baixo-relevo assírio, o Rei Senaqueribe pediu ao Rei Ezequias cantores e cantoras como tributo. Pelo visto, eram artistas de alto gabarito. Mas entre todos esses virtuosos, quem se destacava era Davi.
Davi era notável por ser ao mesmo tempo músico e poeta. Mais da metade dos salmos são atribuídos a ele. Quando era menino, Davi era pastor, e sua mente sensível e perceptiva era influenciada pelas cenas pastorais de Belém. O som de riachos borbulhantes e de cordeiros respondendo quando ele os chamava eram pequenas alegrias que lhe eram bem familiares. A “música” do mundo em sua volta emocionava Davi, e ele pegava sua harpa e elevava a voz em louvor a Deus. Deve ter sido uma experiência incrível ouvir a música que Davi compôs para o Salmo 23!
Quando era rapaz, Davi tocava tão bem a harpa que o recomendaram ao Rei Saul. Ele o levou para a corte. Quando os pensamentos de Saul o angustiavam e perturbavam, Davi ia até ele e com sua harpa produzia um som melodioso e suave que tranqüilizava o coração do rei. Os pensamentos que assombravam Saul desapareciam, e ele ficava mais calmo. — 1 Samuel 16:16.
A música, que Davi tanto amava e que tanta felicidade lhe dava, também lhe causou problemas. Um dia, quando Davi e Saul estavam voltando vitoriosos da guerra contra os filisteus, uma música triunfante e alegre chegou aos ouvidos do rei. As mulheres cantavam: “Saul golpeou os seus milhares, e Davi as suas dezenas de milhares.” Por causa disso, Saul ficou tão furioso e ciumento que ‘daquele dia em diante olhava continuamente com suspeita para Davi’. — 1 Samuel 18:7-9.

Inspirado pela música

Os cânticos que Davi foi divinamente inspirado a compor sobressaem de várias maneiras. Suas músicas incluem salmos contemplativos e pastorais. Eles contêm desde expressões de louvor a narrativas históricas, de expressões de alegria pela colheita das uvas à pompa da inauguração do palácio, desde memórias a palavras de esperança, de pedidos a súplicas. (Veja os Salmos 32, 23, 145, 8, 30, 38, 72, 51, 86 e seus cabeçalhos.) Quando Saul e seu filho, Jonatã, morreram, Davi compôs um poema triste, ou endecha, chamado “O Arco”, que começa com as palavras: “A formosura, ó Israel, foi morta sobre os teus altos.” O tom era triste. Davi sabia expressar uma grande variedade de sentimentos tanto em palavras como na música de sua harpa. — 2 Samuel 1:17-19.
Davi era uma pessoa cheia de vida e amava música alegre, animada e com bastante ritmo. Quando trouxe a arca do pacto para Sião, ele pulou e dançou com toda sua energia comemorando o acontecimento. O relato da Bíblia indica que a música devia ser extremamente contagiante. Consegue imaginar a cena? É verdade que sua esposa Mical o repreendeu, mas isso não importava para Davi. Ele amava a Jeová, e aquela música, que o deixou tão feliz, o levou a demonstrar essa alegria perante seu Deus. — 2 Samuel 6:14, 16, 21.
Como se tudo isso não bastasse, Davi também era um notável inventor de instrumentos musicais. (2 Crônicas 7:6) Resumindo, parece que Davi foi um artista excepcionalmente talentoso. Ele fazia instrumentos, era poeta, compositor e músico. No entanto, Davi fez coisas ainda maiores.

Canto e música no templo

Um dos legados de Davi foi a organização de grupos de canto e música na casa de Jeová. Ele colocou Asafe, Hemã e Jedutum (pelo visto também chamado Etã) à frente de 4 mil cantores e músicos. A esses, Davi juntou 288 especialistas, que treinavam e supervisionavam o restante do grupo. Os 4 mil cantores e músicos compareciam ao templo para as três grandes festividades anuais. Imagine a grandiosidade desse magnífico coral! — 1 Crônicas 23:5; 25:1, 6, 7.
No templo, só homens cantavam. A expressão “As Donzelas” no cabeçalho do Salmo 46 sugere um tom mais agudo de voz ou de instrumento. Eles cantavam em uníssono, como indica 2 Crônicas 5:13: “Os cantores eram como que um.” Os cânticos podiam ser melodias, como o Salmo 3 e muitos outros salmos de Davi, e às vezes incluíam refrães, como o do Salmo 42:5, 11 e 43:5. Cânticos que usavam antifonia, ou seja, em que os coros e/ou solistas respondiam uns aos outros, também eram muito apreciados. Esse é o caso do Salmo 24, que sem dúvida foi composto para a época em que Davi trouxe a arca do pacto para Sião. — 2 Samuel 6:11-17.
Cantar, porém, não estava restrito aos levitas. Era o povo que cantava quando eles subiam a Jerusalém para as festividades anuais. Talvez seja esse o significado de um “Cântico das Subidas”. (Salmo 120 a 134) Por exemplo, no Salmo 133 Davi expressa seu apreço pela fraternidade que os israelitas usufruíam nessas ocasiões. Ele começa com as palavras: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” Tente imaginar a música que acompanhava esse cântico!

Música e adoração a Jeová

 Um décimo da Bíblia é composto de salmos como esses, e o livro dos Salmos incentiva todos os humanos a entoar louvores. (Salmo 150) A música tem o poder de nos fazer esquecer as preocupações da vida, e cantar pode ser como um bálsamo para as feridas do coração. Mas a Bíblia também recomenda que aqueles que estão animados cantem salmos. — Tiago 5:13.
Cantar é uma maneira de expressar nossa fé e amor a Deus. Na noite antes da execução de Jesus, ele e os apóstolos terminaram sua refeição com cânticos. (Mateus 26:30) Que voz o Filho de Davi devia ter — ele que havia visto o canto glorioso da corte celestial de Deus! É provável que tenham cantado o Halel, os Salmos 113 ao 118. Nesse caso, junto com os apóstolos, que não sabiam todos os detalhes do que estava para acontecer, Jesus deve ter cantado bem alto: “Deveras amo, porque Jeová ouve a minha voz, os meus rogos. . . . Cercaram-me as cordas da morte e acharam-me as próprias circunstâncias aflitivas do Seol. . . . ‘Ai! Jeová, põe deveras a minha alma a salvo!’” — Salmo 116:1-4.
Não foi o homem que 
inventou a música. A Bíblia fala de música e canto nos próprios céus, onde criaturas espirituais tocam harpas figurativas e cantam louvores ao redor do trono de Jeová. (Revelação [Apocalipse] 5:9; 14:3; 15:2, 3) Jeová deu a música aos humanos, colocando no coração deles uma sensibilidade musical e um desejo irreprimível de expressar seus sentimentos por tocar um instrumento ou cantar. Para o homem de fé, a música é acima de tudo um presente de Deus. — Tiago 1:17.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nos dias de hoje

Você tem certeza da SALVAÇÃO???

Muita gente não está preparado para responder esta questão, mas com o passar do tempo, e sendo bem ensinado, dedicado, obediente e acima de tudo ser fiel com Deus...

O Espirito Santo, entrará em sua vida e o ajudará a tomar sempre a decisão correta...  

Deixo-vos este Louvor que mostra o sofrimento de nosso Senhor ao levar todos os pecados meu e seu...

enquanto ouço este louvor penso que tudo foi por mim e por ti, apesar de não merecermos... ele pagou o preço, para que tenhamos paz em CRISTO JESUS..